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Ebel é uma marca de relógios de luxo fundada em 1911, na cidade de La Chaux-de-Fonds, Suíça, por Eugène Blum e Alice Lévy. O nome Ebel deriva das iniciais “Eugène Blum Et Lévy,” refletindo tanto a união do casal quanto o compromisso de produzir guardiões do tempo que aliassem precisão mecânica e apelo estético. Desde sua origem, a Ebelse notabilizou pela elegância e pelo conforto no pulso, tornando-se um símbolo de “arquitetura relojoeira” e conquistando reputação internacional ao longo do século XX. A marca participou de momentos marcantes, desenvolvendo criações que iam de cronógrafos a designs minimalistas, sempre ancorados na qualidade suíça. Atualmente, a Ebel equilibra tradição e modernidade, apresentando coleções clássicas revisitadas e inovações que agradam tanto a públicos sofisticados quanto a aficionados pela altivez do Swiss Made.
Eugène Blum atuava como um entusiasta do meticuloso acabamento das peças, ao passo que Alice Lévy trazia um olhar refinado para o design, unindo forma e função em padrões de relógios que encantavam compradores exigentes. Durante as décadas seguintes, a Ebel forneceu cronômetros de aviação e participou do desenvolvimento de calibres automáticos, reforçando a atenção aos detalhes e à confiabilidade. Nos anos 1970, a casa ganhou maior projeção ao introduzir modelos de acabamento distinto, evocando curvas suaves nas caixas e pulseiras que atendiam ao conforto – uma característica que se tornaria assinatura da marca. Após o embate da crise do quartzo, a Ebel reforçou seu posicionamento com designs icônicos e movimentos híbridos (tanto quartz quanto mecânicos). Assim, a Ebel permanece no século XXI afirmando a excelência, compondo coleções que resgatam o espírito original de “relógios arquitetônicos” e integrando novas tecnologias relojoeiras.
Modelos de Relógios Mais Icônicos da Ebel
1. Wave
O Wave é o mais emblemático dentro do portfólio da Ebel, lançado originalmente nos anos 1970, apresentando uma pulseira ondulada, que se tornou imediatamente reconhecível no mercado. A caixa redonda, limpa e delgada, aliada a elos em formato de onda, assegura aderência ao pulso e uma impressão de fluidez. Em versões femininas e masculinas, a Ebel se vale de ouro, aço ou bicolores, com mostradores minimalistas e ponteiros simples. Alguns modelos exibem diamantes nos índices, reforçando o DNA de elegância. O movimento, em geral quartz de alta precisão, garante praticidade diária, embora existam edições automáticas para entusiastas mecânicos.
2. Sport Classic
Conhecido pelas linhas esportivas e ao mesmo tempo refinadas, o Sport Classic exibe uma caixa ligeiramente maior, numerais romanos no aro ou índices em bastão, e pulseiras que combinam aço escovado e polido. Alguns exemplares contam com cronógrafos, lunetas gravadas ou até calendários simples. A simbologia do “E” estilizado na coroa e o mostrador de layout limpo sublinham a ideia de “esporte chique.” O movimento pode ser quartz ou automático, dependendo do modelo, e a pulseira de elos suaves amolda-se ao pulso, lembrando o conforto característico da Ebel.
3. 1911
Homenagem às origens da marca, o 1911 foi lançado para celebrar o aniversário de fundação da Ebel e acabou se tornando um marco de prestígio para o público masculino. Com caixas robustas (entre 39-44 mm) e linhas curvas nas asas, o 1911 comporta calibres automáticos (ETA, Valjoux, e em alguns casos, Selitta) refinados e decorados, além de complicações como cronógrafos e data grande. Os mostradores costumam exibir numerais romanos ou índices aplicados, e a pulseira, em metal ou couro legítimo, reforça a solidez. O 1911 se tornou um statement de masculinidade discreta, pautada pelo histórico de confiabilidade.
4. Beluga
Voltado ao público feminino, o Beluga é uma linha de relógios-joia com caixa redonda, muitas vezes cravejada com diamantes no aro, mostradores em madrepérola ou laqueados, e pulseiras integradas que evocam a fluidez clássica da Ebel. Em algumas edições, o movimento quartz de alta precisão auxilia na leveza e praticidade, enquanto a estética luxuosa faz do Beluga um item para eventos sofisticados. Modelos em ouro rosé ou branco atestam o lado joalheiro da casa, consolidando o Beluga como símbolo de feminilidade requintada.
5. Brasilia
Inspirado na arquitetura modernista, o Brasilia adota uma caixa retangular de pontas arredondadas e pulseiras de elos planos, que recordam a influência de linhas retas e minimalistas do movimento construtivo. Esse modelo, com tamanhos variados para homens e mulheres, pode vir equipado com movimentos quartz ou automáticos. A proposta mescla o design clássico-retro com toques de vanguarda Ebel. Em versões cravejadas, o Brasilia atinge alto grau de sofisticação, especialmente para uso formal.
Modelos de Relógios Mais Raros e Edições Limitadas da Ebel
1. Wave “Anniversary Edition”
Para celebrar 40 anos do Wave, a Ebel produziu 200 exemplares em ouro rosa 18k, com a pulseira ondulada mesclando elos polidos e escovados. O mostrador em marrom degrade ostentava índices aplicados em ouro e o logotipo Ebel em relevo às 12h. Cada unidade numerada no fundo, com gravações alusivas ao aniversário. O movimento quartz de alta confiabilidade e acabamento luxuoso tornaram a peça cobiçada por amantes do design.
2. Sport Classic Chronograph COSC
Em tiragem restrita a 150 exemplares, o Sport Classic Chronograph COSC obteve certificação oficial de cronômetro, com seu calibre automático Valjoux 7753 modificado. A caixa em aço de 41 mm, aro polido e ponteiros luminescentes em azul realçaram a esportividade. O dial preto fosco trazia subdials brancos em disposição tricompax, e o fundo exibia rotor personalizado com a inscrição da edição limitada.
3. 1911 BTR (Britannia) Tourbillon
Dirigido a um público que busca alta relojoaria, a Ebel apresentou o 1911 BTR com turbilhão às 6h, reserva de marcha de 72 horas e um mostrador esqueletizado parcial. O nome “Britannia” homenageava a tradição de resistência do metal usado na gaiola do turbilhão. Apenas 25 exemplares foram criados, em ouro branco, com pontes delicadamente gravadas e rodagens visíveis pelo cristal safira no verso.
4. Beluga “Diamond Blossom”
Em 50 peças numeradas, o Beluga “Diamond Blossom” elevou o tom joalheiro com mostrador decorado de flor em diamantes e safiras cor-de-rosa, enquanto a luneta e a pulseira recebiam cravações adicionais. O movimento quartz assegurava a leveza, permitindo que a atenção se concentrasse na riqueza das gemas. O verso trazia a assinatura Ebel e a data da edição, marcando sua raridade.
Principais Tecnologias que a Marca Utiliza para Fabricar seus Relógios
Movimentos Swiss-Made (Quartz e Automáticos): A Ebel colabora com fornecedores como ETA, Sellita e Valjoux, personalizando movimentos conforme a linha. Versões COSC em modelos específicos.
Arquitetura de Pulseira: O icônico Wave e outras coleções confirmam a obsessão da marca pela ergonomia e pelo design fluido das pulseiras, que requer processos de polimento, escovamento e encaixe elaborados.
Design Focado no Conforto: Caixas em aço 316L ou ouro com curvas suaves e asas integradas para um encaixe perfeito no pulso, marca visual e tátil do DNA Ebel.
Calibres Cronográficos e Turbilhão: Em linhas BTR (1911) e edições especiais, a Ebel demonstra sua capacidade de incorporar complicações de alta relojoaria, seja cronômetro, cronógrafo ou turbilhão.
Acabamentos de Superfície: Múltiplas técnicas de polimento, escovado e cravações de diamantes em biséis e mostradores que atestam o requinte de cada peça, além de uso de cristais de safira com antirreflexo e fundos transparentes.
Essas tecnologias e valores estéticos asseguram que a Ebel continue atenta à herança e à inovação, agradando públicos clássicos e modernos.
Conclusão
A Ebel honrou a arte relojoeira suíça desde 1911, quando Eugène Blum e Alice Lévy conceberam peças que mesclavam design arquitetônico e conforto no pulso, criando modelos emblemáticos como o Wave, símbolo da fluidez da Maison. As coleções Sport Classic e 1911 expressaram robustez e sofisticação para diferentes estilos, ao passo que linhas femininas, como o Beluga, trouxeram o viés joalheiro. Em suas edições limitadas, a marca revelou complicações de prestígio, como no 1911 BTR Tourbillon, e reafirmou valores de exclusividade e refinamento. Com calibres confiáveis e um legado que abraça tradição e modernidade, a Ebel permanece relevante para os que apreciam a união de ergonomia diferenciada, estética limpa e paixão pela relojoaria. Tanto ontem, quanto hoje, a marca segue perseguindo o lema de “engenharia do tempo” aliada à elegância fluida, fornecendo criações que conquistam tanto entusiastas clássicos quanto novos admiradores do DNA suíço.
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