O Mercado de Luxo apresenta a Marca de Relógios ArtyA: A Inovação Radical que Remodelou a Alta Relojoaria Através de Arte e Provocação

A ArtyA é uma marca de relógios de luxo suíça, reconhecida pela abordagem ousada e artística que questiona os limites tradicionais da relojoaria. Fundada pelo visionário Yvan Arpa, a empresa surgiu em 2010 na cidade de Genebra, propondo a ideia de que um relógio poderia ser, acima de tudo, uma obra de arte única, repleta de elementos chocantes, materiais inusitados e conceitos experimentais. Desde então, a ArtyA tem cativado os aficcionados por alta relojoaria que buscam peças diferentes do comum e, muitas vezes, carregadas de referências culturais ou mesmo polêmicas. Num setor habituado à sofisticação clássica, a ArtyA veio para mostrar que a inovação pode ser radical sem perder o DNA da manufatura suíça.

A história da ArtyA remonta à experiência anterior de Yvan Arpa na gestão de grandes marcas e à sua imersão no mundo relojoeiro, percebendo uma lacuna para criações “rebeldes”, que saíssem do lugar-comum. A empresa inaugurou uma sede com um ateliê próprio, apostando em gravações manuais, dials esculpidos e até processos de oxidação forçada nas caixas, resultando em aparências aleatórias e singulares. Em síntese, a grife define seu trabalho como “haute horlogerie artística”, indo além do conceito de edição limitada, pois muitos modelos são efetivamente únicos. Cada relógio ArtyA costuma provocar reações intensas – fascínio ou estranhamento – mas quase nunca passa despercebido.

Modelos de Relógios Mais Icônicos da ArtyA

1. Son of a Gun

Talvez a coleção mais polêmica e reconhecida, o Son of a Gun ganhou fama por empregar cartuchos de bala e fragmentos metálicos de munição no mostrador. A ideia é criar uma alusão à ousadia e ao poder. O movimento automático ou manual (dependendo da edição) fica parcialmente visível, combinando com ponteiros em formato de balas. A caixa pode apresentar acabamentos em DLC (Diamond-Like Carbon) escuro, reforçando o ar “tático” e provocativo. Fãs descrevem como “relojoaria de choque”, algo que reflete a personalidade de Yvan Arpa.

2. Son of Art

Na linha Son of Art, o destaque recai sobre mostradores pintados à mão, com temas surrealistas, esotéricos ou pop art. Cada peça vem assinada por artistas parceiros da ArtyA, o que garante exclusividade. O calibre, montado de forma semiesqueletizada, revela algumas engrenagens. A intenção é que o mostrador seja uma “tela”, expressando desde caveiras coloridas a representações de simbologias orientais. As caixas variam em ouro, titânio ou aço polido, e muitas vezes recebem intervenções (desgastes, colagens) que reforçam o caráter irreverente.

3. Race

Voltado ao público de corridas e automobilismo, a coleção Race aposta em mostradores com fibra de carbono, ponteiros em vermelho ou amarelo e escala taquimétrica. A caixa, usualmente em titânio, confere leveza e resistência. O movimento cronográfico automático sugere uma pegada esportiva, enquanto o fundo transparente exibe o rotor personalizado. Esse modelo é apreciado por entusiastas de velocidade que buscam um relógio com toque radical.

4. Shams

Para atender a clientela que prefere uma estética mais elaborada e mística, a linha Shams foca em mostradores inspirados em mandalas e cenas astrológicas. O disco central, muitas vezes esqueletizado, exibe o calibre com decoração intensa. A paleta de cores transita entre dourado, azul profundo e verde esmeralda, formando combinações quase hipnóticas. Cada subcoleção do Shams aborda uma temática oriental ou astrológica, reforçando o aspecto holístico e simbólico.

5. Complications Son of Gears

Para mostrar que não faltam complicações, a ArtyA desenvolveu a linha Son of Gears, onde turbilhões, pontes esqueletizadas e módulos de cronometragem se unem em caixas de diâmetros generosos. A “complicação” principal vem do design em 3D, com partes do movimento saltando ao mostrador, gerando um efeito arquitetônico. Em algumas versões, há até meteoritos incrustados ou cristais incorporados, testando os limites da relojoaria experimental.

Os Modelos Mais Raros e Edições Limitadas da ArtyA

1. Son of a Gun Werewolf

Numa extensão ainda mais transgressora da coleção Son of a Gun, a ArtyA incluiu elementos simbólicos ligados ao mundo gótico e das criaturas mitológicas. Em especial, a edição Werewolf traz fragmentos de “prata oxidada” no mostrador, associada ao mito de lobisomens. Foram fabricados apenas 50 exemplares, cada um numerado no fundo da caixa. O rotor esquelético, com formato de meia-lua, reforça a ambientação de terror glamouroso.

2. Son of Art “Unique Canvas”

Nessa edição, cada mostrador se converte em uma tela verdadeiramente única, pintada integralmente à mão por um artista convidado. Apenas 1 exemplar de cada arte foi posto à venda, tornando cada peça irrepetível. A caixa em aço polido ou DLC preto pode receber discretas intervenções (arranhões artísticos, ranhuras) para combinar com o tema pictórico. Para colecionadores, essa unicidade transforma o relógio em um item de arte.

3. Race Carbon “Lightning”

Limitado a 99 peças, o Race Carbon “Lightning” recorre a um procedimento que submete a superfície do carbono a descargas elétricas controladas, gerando um padronizado relâmpago no material. O resultado é uma caixa com texturas selvagens e irrepetíveis. O mostrador cronográfico segue a linha de corrida da ArtyA, mas com realce para os raios em degradê, conjugando performance e estética disruptiva.

4. Shams Crystal Rainbow

Dentro da vertente mais mística, a Shams Crystal Rainbow apresenta mostrador e pontes repletas de gemas coloridas, formando um efeito de arco-íris ao redor da circunferência. Apenas 30 exemplares foram confeccionados, usando safiras, rubis e esmeraldas incrustadas na borda do movimento. O resultado visual é extravagante, porém alinhado à proposta da ArtyA de criar “quadros de pulso”, unindo gemas e microengenharia.

Principais Tecnologias que a ArtyA Emprega para Fabricar Seus Relógios

A ArtyA traz uma faceta artística elevada, mas também recorre a tecnologias robustas para garantir funcionalidade e durabilidade. Entre os destaques:

  1. Processo de Fusão Elétrica: Em vários modelos, a marca utiliza um sistema de queima ou descargas elétricas controladas em caixas de metal ou elementos do mostrador, produzindo padrões aleatórios e “acidentais”, que reforçam o caráter único de cada peça.

  2. Incorporação de Materiais Exóticos: O uso de peles de arraia, fibra de carbono, porcelana rachada, fragmentos de meteorito, entre outros, serve de assinatura. A manipulação desses materiais requer conhecimentos de ligas e adesivos especiais, garantindo estabilidade ao movimento.

  3. Movimentos Swiss-Made Customizados: Muitas coleções da ArtyA contam com bases de movimentos automáticos ou manuais provenientes de ateliês independentes suíços, porém adaptados (ou “hacked”) para exibir complicações e layouts diferenciados. Turbilhões, cronógrafos, e mesmo calibres esqueletizados recebem toques lúdicos (ponteiros em forma de caveira, texturas de “sangue” etc.).

  4. Gravação e Pintura Manual: A gravura ou pintura de cada mostrador pode ser feita por um artista, configurando a ArtyA quase como uma “galeria de arte relojoeira”. Alguns modelos incluem aplicações de folhas metálicas, cristais ou colagens, sempre finalizadas à mão.

  5. Soluções de Proteção e Resistência: Apesar do apelo “artístico”, a ArtyA não descuida de elementos como caixa selada (resistência entre 30m a 100m, dependendo da linha), uso de safira com antirreflexo de dupla face e coroas rosqueadas nos modelos esportivos. Isso assegura funcionalidade cotidiana, mesmo em peças de concepção avant-garde.

    Conclusão

    A ArtyA reinventou a maneira de conceber relógios de luxo, injetando neles doses generosas de provocação, criatividade e artes plásticas. Desde as coleções chocantes como o Son of a Gun, repletas de balas e fragmentos metálicos, até as linhas inspiradas em corridas, artes místicas e universos fantásticos, a marca reflete a personalidade irreverente de seu fundador, Yvan Arpa. As edições limitadas, como Son of a Gun Werewolf ou Shams Crystal Rainbow, demonstram o caráter quase anárquico e absolutamente único que cada exemplar pode ter. Ao mesmo tempo, o uso de movimentos suíços de alta qualidade, turbilhões, cronógrafos e skeletonizações minuciosas garante a seriedade mecânica por trás do show de irreverência estética. Para colecionadores que anseiam por algo além do conservadorismo habitual, a ArtyA permanece como um ponto de referência — uma convergência de alta relojoaria e artes experimentais.

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