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Chaumet é uma marca de relógios de luxo e alta joalheria francesa, fundada em 1780, em Paris, por Marie-Étienne Nitot, antecedendo o nome “Chaumet” que viria a surgir no século XIX. Conhecida por suas diademas, tiaras e joias suntuosas para a corte de Napoleão, a Maison rapidamente se elevou ao posto de fornecedora preferida da realeza europeia. Contudo, foi ao longo do século XX que a Chaumet se aventurou na relojoaria, aplicando o seu savoir-faire joalheiro em criações que uniam design elegante e mecânica de ponta, resultando em relógios-joias inigualáveis. Atualmente, a Chaumet integra o grupo LVMH, preservando a essência aristocrática que marcou sua gênese e adicionando técnicas relojoeiras suíças, compondo um portfólio que vai do clássico ao extravagante.
A relação da Chaumet com a alta relojoaria começou a se tornar marcante a partir dos anos 1970, quando a demanda por peças que combinassem gemas preciosas e movimentos mecânicos de precisão aumentou. Progressivamente, a Maison desenvolveu parcerias com fabricantes suíços para fornecer calibres confiáveis, enquanto artesãos parisienses davam forma aos mostradores, pulseiras e biséis decorados. Já no século XXI, a Chaumet passou a investir em relógios assinados integralmente pela maison, com design autêntico e, ocasionalmente, calibres complicados (como turbilhões voadores e fases lunares). Cada nova coleção honra as tradições do ateliê — desde a “Place Vendôme,” sua casa em Paris, até a nobreza de metais e pedras. Em paralelo, a Casa busca manter-se atualizada, com reinterpretações ousadas de linhas femininas e masculinas. Assim, a Chaumet perpetua a fusão entre a alta joalheria francesa e a arte relojoeira suíça.
Modelos de Relógios Mais Icônicos da Chaumet
1. Liens
O Liens é um dos mais emblemáticos da Chaumet, tomando o “X” (símbolo de enlace) como elemento central. Lançado no final do século XX, o Liens ganhou variações diversas, com caixas redondas ou elípticas e a presença do “link” em ouro ou cravejado de diamantes nas asas. O mostrador, em geral minimalista, favorece a exibição de índices elegantes. O movimento (quartz ou automático) garante praticidade, enquanto a alusão ao “laço” interpreta a filosofia da marca de unir pessoas e sentimentos.
2. Class One
Lançado em 1998, o Class One revolucionou a ideia de um relógio esportivo dentro de uma maison de joias. Trazendo luneta giratória e resistência à água de até 100 ou 300 metros (dependendo da versão), o Class One surpreende ao usar materiais como cerâmica ou borracha, aliados a ouro ou aço. O design marcante, com formas cônicas e detalhes femininos (ou unissex, em alguns modelos), tornou-o referência de relógio de mergulho chic. Cronógrafos e edições cravejadas com diamantes ampliaram o apelo do Class One.
3. Dandy
Voltado ao público masculino, o Dandy resgata a elegância da alfaiataria e o toque art déco, exibindo mostradores com listras ou padrões de tecido estilizados. A caixa pode ser retangular ou cushion, e a pulseira em couro exibe pespontos que lembram costura fina. Em algumas versões, a Chaumet adicionou complicações como fases da lua ou GMT, munidas de calibres automáticos suíços. O Dandy encarna a veia aristocrática e uma certa irreverência masculina, própria da Maison.
4. Hortensia Eden
Para honrar o lado feminino e floral, a Chaumet criou o Hortensia Eden, evocando a flor favorita da imperatriz Josephine. O mostrador, frequentemente em madrepérola e delicadamente pintado com hortênsias, contrasta com caixas de ouro rose ou branco. Alguns exemplares ostentam diamantes lapidados no aro e nas asas, enquanto o movimento quartz assegura praticidade. O resultado é um “relógio-joia” que mescla cor, natureza e nobreza.
5. Josephine
Em homenagem à Imperatriz Josephine, musa da Casa Napoleônica, o Josephine apresenta formatos ovais e ornamentos inspirados em coroas e diademas. O mostrador pode ser guilloché ou esmaltado, e a caixa em ouro branco ou rosa pode exibir cravejamento integral de diamantes. O movimento, em geral quartz, atende à demanda de mulheres que buscam um acessório de gala. O Josephine sintetiza o valor histórico da maison e a modernidade de suas criações.
Modelos de Relógios Mais Raros e Edições Limitadas da Chaumet
1. Liens “Éternité” Limited
Para celebrar 20 anos do Liens, a Chaumet lançou uma série de 200 exemplares com mostrador em madrepérola azul profundo, o “X” do enlace em diamantes e pulseira de cetim. O fundo transparente exibiu o número de série e o rotor decorado com arabescos, em caso das versões automáticas. Rapidamente esgotado, virou objeto de colecionador por unir delicadeza e design exclusivo.
2. Class One Flying Tourbillon
Uma edição extravagante do Class One, limitada a 28 peças, apresentou um turbilhão voador às 6 horas, protegido por uma luneta giratória em cerâmica preta cravejada de diamantes. O calibre manual, visível pelo verso, revelava pontes gravadas e uma reserva de marcha de 70 horas. A caixa em ouro rosa, estendida a 42 mm, garantiu imponência, enquanto a correia em borracha com inserções de ouro reforçou o espírito esporte-luxo.
3. Dandy Art Deco Skeleton
Dirigida a colecionadores, o Dandy Art Deco Skeleton trazia edição restrita a 50 exemplares. O movimento esqueletizado manual, moldado em forma de listras art déco, era visível tanto no mostrador quanto no verso. Em ouro branco, a peça ostentava diamantes nas asas e índices geométricos na ponte central. Além do rotor inexistente (por ser manual), a releitura do design Dandy reforçava a identidade de vanguarda.
4. Hortensia “Éclat d’Aube”
Uma joia-limitada a 30 peças, o Hortensia “Éclat d’Aube” trazia mostrador em esmalte rosado gravado com ramos florais, mesclando madrepérola e diamantes. A pulseira em ouro branco maciço, cravejado com gemas cor-de-rosa, fazia o elo entre a alta joalheria e a relojoaria. Embora o movimento fosse quartz, a raridade e a minúcia artística justificaram seu status elevado.
Principais Tecnologias que a Marca Utiliza para Fabricar seus Relógios
Movimentos Suíços: Chaumet recorre a calibres automáticos ou quartz produzidos na Suíça, garantindo confiabilidade. Em linhas de alta relojoaria, investe em parcerias com ateliês independentes para desenvolver turbilhões, repetidores etc.
Alta Joalheria: A expertise centenária em joias permite o uso de diamantes, esmeraldas ou outras gemas de alto padrão em lunetas, asas e até mostradores. Técnicas como cravação invisível ou pavé e microescultura de ouro são habituais.
Esmalte e Pintura em Miniatura: Em edições artísticas, a Chaumet aplica esmalte grand feu ou cloisonné e micropinturas inspiradas na natureza (hortênsias, borboletas), executadas por artesãos especializados na Place Vendôme.
Estrutura Resistente: Mesmo sendo uma maison joalheira, a marca não descura da robustez: modelos como o Class One assumem coroas rosqueadas e lunetas cerâmicas, atingindo 100-300 m de estanqueidade.
Acabamento Manual: Polimentos, escovamentos e gravações são efetuados manualmente, assegurando refinamento. As coleções masculinas, como o Dandy, recebem pontes decoradas e rotores personalizados nos exemplares automáticos.
Essas técnicas confirmam a essência da Chaumet como joalheria-relojoaria, onde cada relógio reflete herança histórica e savoir-faire contemporâneo.
Conclusão
A Chaumet transcendeu sua história de joalheria imperial para elevar-se também como referência na alta relojoaria, criando peças que misturam nobreza, tradição francesa e funcionalidade suíça. Desde os modelos femininos elaborados, como o Hortensia e o Josephine, até incursões mais esportivas como o Class One, a marca revela domínio do ofício joalheiro e da mecânica de precisão. Edições limitadas, a exemplo do Class One Flying Tourbillon e do Liens “Éternité”, ilustram a versatilidade criativa e o capricho manufatureiro da Maison. Ao combinar movimentos suíços confiáveis, ornamentos artísticos e design sofisticado, a Chaumet perpetua sua herança napoleônica num cenário global, provando que a “joalheria de reis” pode brilhar igualmente na arte de marcar o tempo.
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